O que fica quando o tempo passa
- Rodrigo Fonseca
- 22 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
O amor raramente acontece nos grandes gestos. Ele mora no cotidiano. No riso distraído, no abraço apertado, no corpo que encontra repouso em outro corpo.
Enquanto o tempo insiste em correr, existem momentos que pedem pausa. Instantes simples que, muitas vezes, deixamos passar sem perceber sua importância. E são exatamente esses momentos que, mais tarde, permanecem na memória.
Os retratos deste ensaio não falam apenas de maternidade. Falam de pertencimento. De laços que nos formam. De histórias que seguem vivas no toque, no olhar e na lembrança.
Talvez o amor seja isso:
algo que acontece enquanto não estamos atentos. Algo que só entendemos depois que passa.
Entre um riso e outro, entre um gesto simples e um abraço sem aviso, a vida acontece.
E quando o tempo segue adiante, o que fica não é a imagem perfeita, mas a lembrança de ter estado ali. Inteiro. Presente.
Rodrigo Fonseca














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